Embora seja frequentemente associada à gravidez, a doença inflamatória pélvica pode surgir silenciosamente na sua vida. Além da dor física, a DIP também gera incerteza a nível sexual e até reprodutivo.
Assim, tanto para mulheres quanto para homens, neste post explicamos o que é, como identificá-la e como ela costuma afetar a vida sexual. Além disso, apresentamos alguns tratamentos, dicas de prevenção e, acima de tudo, respondemos à pergunta: a DIP tem cura?
Conteúdo
- 1 O que é a doença inflamatória pélvica?
- 2 Sintomas de doença inflamatória pélvica na mulher
- 3 Por que aparece a doença inflamatória pélvica
- 4 Como a DIP afeta as relações sexuais
- 5 Qual é o medicamento para doença inflamatória pélvica
- 6 Que especialistas em doença inflamatória pélvica deves procurar
- 7 Cuidar da tua saúde pélvica é cuidar da tua sexualidade
O que é a doença inflamatória pélvica?
A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma infeção que atinge os órgãos reprodutivos localizados na região pélvica, como o útero, as trompas e os ovários. Na maioria dos casos, começa quando bactérias sobem da vagina para o útero, provocando inflamação pélvica. Essa inflamação pode espalhar-se pela pelvis e causar danos se não for tratada a tempo.
Esta doença pélvica afeta sobretudo mulheres em idade reprodutiva, especialmente entre os 15 e os 35 anos, fase em que a atividade sexual costuma ser mais frequente. No entanto, isso não significa que mulheres fora dessa faixa etária estejam imunes. Qualquer pessoa com útero pode desenvolver DIP se estiver exposta a infeções não tratadas.
Embora os homens não desenvolvam a doença em si, eles podem ser portadores das bactérias causadoras e desempenhar um papel direto na transmissão.
Doença inflamatória pélvica CID
Do ponto de vista médico, a doença inflamatória pélvica está classificada no CID-10 entre os códigos N70 e N77, que abrangem diferentes tipos de inflamação no útero, trompas e ovários. Esta classificação ajuda os profissionais de saúde a definir o diagnóstico e o tratamento mais adequado.
Sintomas de doença inflamatória pélvica na mulher
Os sintomas da doença inflamatória pélvica na mulher nem sempre são evidentes desde o início. Em algumas situações, a infeção evolui lentamente, o que faz com que muitas mulheres só procurem ajuda quando a dor já interfere no dia a dia.
Os sinais mais comuns incluem dor na parte inferior do abdómen, desconforto constante na região pélvica, corrimento vaginal com odor diferente, sangramento fora do período menstrual e dor durante ou após as relações sexuais.
Em quadros mais avançados, a inflamação no útero e nas trompas pode provocar dor intensa e febre.
Doença inflamatória pélvica: sintomas no homem
Embora a DIP afete principalmente as mulheres, os homens podem estar envolvidos na cadeia de transmissão. Neles, os sintomas costumam ser mais leves, como ardor ao urinar, corrimento uretral ou desconforto pélvico. Mesmo sem sintomas, o homem pode transmitir a infeção à parceira, o que torna fundamental o tratamento do casal.
Por que aparece a doença inflamatória pélvica
Na maioria dos casos, a DIP está associada a infeções sexualmente transmissíveis, como clamídia e gonorreia. Outros fatores de risco incluem relações sexuais sem preservativo, múltiplos parceiros, histórico prévio de DIP e alguns procedimentos ginecológicos sem proteção adequada.
É possível prevenir a DIP?
Sim. Usar preservativo, realizar exames ginecológicos regulares, tratar infeções precocemente e garantir que o parceiro também receba tratamento são medidas fundamentais para prevenir a inflamação pélvica.
Como a DIP afeta as relações sexuais
Quando o teu corpo sente dor, a tua vida sexual sente também. A doença inflamatória pélvica pode tornar as relações sexuais desconfortáveis ou dolorosas, o que gera medo, evitamento e frustração.
A dor durante o sexo, conhecida como dispareunia, é uma das queixas mais frequentes. Além disso, o impacto emocional da doença, ansiedade, insegurança e receio de sentir dor, pode reduzir o desejo sexual.
Aqui, o diálogo com o parceiro e o acompanhamento médico fazem toda a diferença.
A doença inflamatória pélvica afeta a fertilidade?
Sim, pode comprometer a fertilidade quando provoca cicatrizes nas trompas. Essas alterações dificultam a passagem do óvulo e aumentam o risco de infertilidade ou gravidez ectópica, especialmente quando o diagnóstico é tardio.
Qual é o medicamento para doença inflamatória pélvica
O tratamento da doença inflamatória pélvica é feito, principalmente, com antibióticos. O tipo e a duração do medicamento dependem da gravidade da infeção e do agente causador.
Mesmo que os sintomas melhorem rapidamente, é essencial completar todo o tratamento. Interromper os antibióticos antes do tempo pode permitir que a infeção volte e cause mais danos à região pélvica.
Outros tratamentos para doença inflamatória pélvica
Além dos medicamentos, pode ser necessário suspender temporariamente as relações sexuais, repousar e tratar o parceiro. Em casos mais graves ou com complicações, pode ser indicada hospitalização ou cirurgia.
Que especialistas em doença inflamatória pélvica deves procurar
O ginecologista é o principal profissional para diagnosticar e tratar a DIP. Em alguns casos, infectologistas ou urologistas também participam do acompanhamento, especialmente quando há envolvimento do parceiro.
Finalmente, a DIP tem cura?
Sim, a doença inflamatória pélvica (dip) tem cura quando diagnosticada e tratada a tempo. No entanto, os danos causados pela inflamação podem ser permanentes se o tratamento for tardio. Por isso, ouvir o teu corpo e procurar ajuda ao primeiro sinal faz toda a diferença.
Cuidar da tua saúde pélvica é cuidar da tua sexualidade
A doença pélvica pode afetar profundamente a tua vida sexual, mas não define quem tu és nem o teu futuro. Informação, tratamento e acompanhamento são aliados importantes para recuperares o bem-estar.
Cuidar da tua região pélvica, respeitar os teus limites e manter um diálogo aberto com profissionais de saúde e com o parceiro são passos essenciais para voltares a viver a tua sexualidade com segurança, prazer e confiança.