Se você tem o desejo de ser mãe, mas está atormentada por dúvidas e preocupações sobre a infertilidade feminina, recomendamos que continue lendo.
Cerca de 8 milhões de pessoas no Brasil são inférteis, segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA).
Você deve saber que há vários sintomas e causas claras que levam à incapacidade de engravidar, mas o mais importante é conhecer e entender o que está por trás de um possível diagnóstico para encontrar soluções eficazes. Por isso, neste artigo, explicamos mais sobre a infertilidade em mulheres e os tratamentos disponíveis atualmente.
Conteúdo
O que é infertilidade feminina?
A infertilidade feminina é a dificuldade ou incapacidade de engravidar após 12 meses de tentativas regulares, sem uso de métodos contraceptivos. Ela pode ser causada por disfunções hormonais, alterações anatômicas, doenças do sistema reprodutor ou fatores ambientais.
Do ponto de vista biológico, para que ocorra uma gravidez, é necessário que a mulher ovule regularmente, que suas trompas estejam desobstruídas e que o útero esteja saudável para receber o embrião.
Você também deve estar ciente de que há existem diferentes tipos de infertilidade feminina, sendo os principais:
- Infertilidade primária: quando a mulher nunca engravidou.
- Infertilidade secundária: quando já houve uma gravidez anterior, mas há dificuldade em engravidar novamente.
- Infertilidade de causa desconhecida: quando, mesmo após exames detalhados, não se encontra uma causa específica.
CID e classificação da infertilidade feminina
No CID-10 (Classificação Internacional de Doenças), a infertilidade feminina é codificada como N97. Essa categoria engloba diversos subtipos, como:
- N97.0: infertilidade devido a anovulação.
- N97.1: infertilidade por fator tubário.
- N97.2: infertilidade uterina.
- N97.8: outras causas especificadas.
- N97.9: causa não especificada.
A utilização correta desses códigos é fundamental para o diagnóstico, tratamento e planejamento clínico adequado.
Sintomas de infertilidade feminina
Muitas vezes não é fácil saber se você é infértil, pois nem sempre há sintomas visíveis. Entretanto, alguns pequenos sinais em seu corpo podem indicar que algo está errado. Mulheres com ciclos menstruais muito irregulares, ausentes ou extremamente dolorosos devem ficar atentas, pois isso pode ser sinal de desequilíbrios hormonais ou problemas ovulatórios.
Outros sintomas que podem estar associados à infertilidade incluem:
- Dor pélvica crônica.
- Secreções anormais.
- Alterações hormonais (acne, crescimento de pelos em excesso).
- Dificuldade para manter ciclos menstruais regulares.
O que causa a infertilidade feminina?
As causas da infertilidade em mulheres são diversas e podem ter origem:
- Hormonais: como a síndrome dos ovários policísticos (SOP) e disfunções da tireoide.
- Tubárias: obstruções nas trompas impedem a fecundação.
- Uterinas: miomas, pólipos ou malformações dificultam a implantação do embrião.
- Endometriose: crescimento do endométrio fora do útero, interferindo na fertilidade.
- Genéticas: alterações cromossômicas ou falência ovariana precoce.
- Estilo de vida: estresse crônico, tabagismo, obesidade ou desnutrição. De fato, aqui estão os alimentos que aumentam a fertilidade humana.
Medicamentos que causam infertilidade feminina
Alguns fármacos podem interferir na fertilidade feminina, seja por afetar os hormônios, a função ovariana ou o equilíbrio do ciclo menstrual. É importante conhecer quais medicamentos podem impactar negativamente a fertilidade, especialmente em mulheres que desejam engravidar.
Entre os principais, destacam-se:
- Quimioterápicos: como ciclofosfamida e metotrexato, que podem causar falência ovariana precoce.
- Antipsicóticos: podem afetar a produção hormonal e o eixo hipotálamo-hipófise-ovariano.
- Antidepressivos tricíclicos: em alguns casos, alteram o equilíbrio hormonal.
- Corticoides em doses altas e prolongadas: podem interferir no eixo hormonal.
A seguir, respondemos dúvidas frequentes sobre medicamentos específicos:
Oxandrolona causa infertilidade feminina?
Sim. A oxandrolona é um esteroide anabolizante que pode causar supressão do eixo hormonal, alterando a ovulação e a função ovariana. Seu uso prolongado pode levar à infertilidade temporária ou até permanente.
Roacutan causa infertilidade feminina?
Não há evidências científicas que o Roacutan (isotretinoína) cause infertilidade permanente. No entanto, durante o uso, ele é contraindicado para gestantes devido ao alto risco de malformações. Após o tratamento, a fertilidade tende a retornar ao normal.
Ozempic causa infertilidade feminina?
O Ozempic (semaglutida), utilizado para tratamento de diabetes e perda de peso, ainda está sendo estudado quanto aos seus efeitos na fertilidade. Não há dados conclusivos, mas é fundamental conversar com um médico antes de seu uso em mulheres que desejam engravidar.
Qual exame detecta infertilidade feminina?
Diversos exames são indicados na investigação da infertilidade. Entre os mais comuns:
- Ultrassonografia transvaginal: avalia útero e ovários.
- Histerossalpingografia: examina se as trompas estão desobstruídas.
- Dosagens hormonais: avaliam a ovulação e outras funções endócrinas.
- Teste da reserva ovariana: como o hormônio antimülleriano (AMH).
- Laparoscopia: em casos mais complexos, para observar diretamente a cavidade pélvica.
Infertilidade feminina tem cura?
Sim, existem diferentes abordagens médicas utilizadas para tratar a infertilidade feminina, dependendo da causa diagnosticada. Além de intervenções cirúrgicas e mudanças no estilo de vida, os tratamentos clínicos incluem desde medicamentos hormonais até técnicas avançadas de reprodução assistida. Esses métodos têm como objetivo restaurar a função reprodutiva ou contornar obstáculos à concepção natural.
Remédio para infertilidade feminina
Felizmente, a medicina reprodutiva oferece uma ampla gama de tratamentos que aumentam significativamente as chances de engravidar. A escolha da abordagem ideal depende da causa da infertilidade, da idade da mulher, da duração da tentativa de engravidar e de outros fatores clínicos.
Abaixo, apresentamos os principais tratamentos médicos utilizados atualmente:
- Indução da ovulação com medicamentos. Uso de fármacos como citrato de clomifeno ou gonadotrofinas para estimular os ovários a liberarem óvulos.
- Inseminação intrauterina (IIU). Introdução direta de espermatozoides preparados no útero durante o período fértil, aumentando as chances de fecundação.
- Fertilização in vitro (FIV). Técnica em que os óvulos são fecundados em laboratório e, posteriormente, os embriões são transferidos para o útero.
- Injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI). Variante da FIV onde um único espermatozoide é injetado diretamente no óvulo, geralmente indicada em casos de fator masculino severo.
- Cirurgias reprodutivas. Procedimentos como a correção de obstruções tubárias, endometriose ou miomas uterinos que afetam a fertilidade.
- Tratamento de distúrbios hormonais. Controle de condições como síndrome dos ovários policísticos (SOP), hiperprolactinemia ou disfunções da tireoide.
- Preservação da fertilidade. Congelamento de óvulos para mulheres que desejam postergar a gravidez ou que passarão por tratamentos médicos que afetam a fertilidade, como a quimioterapia.
Conclusão: é possível superar a infertilidade feminina
A infertilidade feminina é uma realidade que afeta muitas mulheres. Mas com informação, diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, é possível encontrar caminhos para a maternidade ou outras formas de realização pessoal.
A mulher infértil não deve carregar esse peso sozinha. Procurar ajuda médica, cuidar da saúde emocional e buscar apoio são passos fundamentais para enfrentar essa jornada com mais leveza e esperança.